A verdade que continuamos a ignorar!

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12 Junho 2019

A verdade que continuamos a ignorar!

A verdade que continuamos a ignorar!

Imaginem as típicas crianças ocidentais.

 

Tão pequenas que algumas lojas têm portas especiais para elas. Magoa-nos deixá-las sozinhas na creche. Aquele primeiro dia de aulas deixou-nos para sempre o coração apertado. Faríamos qualquer coisas por elas. Quando adoecem, apesar de sabermos que é apenas uma constipação e que temos todos os medicamentos e médicos à nossa disposição, sofremos pelo mal-estar do nosso bebé.

 

 Se a nossa filha esfolar um joelho enquanto joga futebol e rasgar os calções, corremos logo à loja mais próxima para comprar um novo par. Não conseguimos imaginar uma realidade onde as necessidades das nossas crianças não são respondidas da melhor forma. Mas de onde vieram aqueles calções?

 

 Quem é que fez aquele vestido rosa adorável, que era tão barato que comprámos um de cada cor?

 

No fundo nós sabemos. Não queremos encarar a realidade porque adoramos poder encher a casa de brinquedos para os nossos filhos. Uma forma de ilustrar o nosso amor. O problema é que os bens materiais só nos conseguem dar alguma alegria. E acabamos por precisar sempre de mais.

Não só porque o mundo em que vivemos o ordena, mas por não ser uma forma sustentável de amar.



 

Aquele brinquedo era novo e entusiasmante a semana passada, as nossas crianças querem passar tempo connosco agora, não com legos. Por muito incríveis que possam ser, imensas coisas não substituem amor. Imensas coisas foram feitas com muita dor.

 

Imensas coisasforam feitas por crianças como as nossas, que nasceram no sítio errado, na hora errada, com a cor errada, e com estatuto social errado.

Aqueles ténis novos adoráveis foram feitos por crianças iguais às nossas. No entanto, existe outro par de pais no outro lado do mundo, que não podem pagar as roupas e os brinquedos que os seus filhos ajudam a criar.

 

Estes pais não podem pagar médicos nem medicina. Os seus filhos nunca saberão o que são legos. Não haverão uniformes de futebol para estragar. Haverá apenas o sangue, suor e lágrimas que escolhemos ignorar. Estes outros pais têm muitas vezes mais de 2 trabalhos, só para pagarem abrigo e alguma comida. Não têm férias, não se podem queixar, e as probabilidades de sofrerem abusos físicos pelos patrões são demasiado grandes.

 

Eles desconhecem a nossa semana de 40 horas e as nossas reformas. Verdade seja dita, provavelmente não vão precisar dela, e estão cientes disso.

As pessoas que ficaram aprisionadas debaixo das ruínas do Raza Plaza no Bangladesh não foram as infelizes vitimas de um acidente. Foram as infelizes vitimas de escravatura moderna. Forçadas a trabalhar apesar do medo que sentiam todos os dias ao entrar no edifício onde trabalhavam. No outro lado do mundo, imensas coisas importam mais que pessoas.



 

Os números das Nações Unidas são claros, 218 milhões de crianças trabalham. As suas infâncias foram roubadas. 40 milhões de pessoas foram vítimas de escravatura moderna.

 

Os seus direitos, a sua liberdade foi roubada.

 

Estas atrocidades costumavam estar escondidas, mas agora já não. Agora sabemos que estas práticas poluem o planeta de todas as formas possíveis.



 

Agora temos o poder para salvar as próximas gerações.

 

Se controlarmos o nosso consumo compulsivo e exigirmos que os nossos bens essenciais não sejam feitos a partir do sofrimento de outros, conseguiremos catalisar uma mudança significativa. E conseguimos observar cada vez mais este fenómeno. Marcas mainstream começam a utilizar materiais diferentes, e a entrar na luta pelas alternativas sustentáveis. Mas isso não é suficiente. Só será suficiente quando mais nenhuma criança for forçada a deixar a sua educação por trabalho em condições terríveis.

 

Só será suficiente quando os direitos humanos forem um dado garantido em todo o mundo. Só veremos verdadeira evolução e desenvolvimento humano quando começarmos a agir com amor em vez de agirmos com medo. Um medo que advém da crença ignorante que diz não haver suficiente para todos, que sair da nossa zona de conforto para ajudar um estranho nos deixa vulneráveis, e que estar vulnerável é uma fraqueza.

 

Está na altura de estarmos à altura do nosso verdadeiro potencial e livrarmos-nos dessas mentiras.

 

O que é que dizemos à escravatura?

 

O que é que dizemos a roupas que não foram feitas de forma ética?

 

Hoje não.

 

Juntos podemos mudar o mundo. Passo a passo, por muito pequeno que possa parecer.

 

Mal podemos esperar para ler as vossas opiniões sobre este assunto nos comentários!

 

Tenham um dia incrível,

 

NAE

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